“Hoje, às 12:57, fez precisamente 1 mês que partiste, e eu ainda não consigo acreditar. Custa-me olhar pra aquela cadeira onde costumavas estar pra almoçar e jantar, pro sofá onde passavas as tardes, o sofá onde te deitavas antes de ires dormir, pra a cama onde costumavas dormir com o avô; custa-me não ouvir a tua voz, não ouvir a tua gargalhada, não me rir das tuas piadas e das tuas asneiras, não olhar pra os teus olhos cheios de lágrimas, não ouvir as tuas lamurias, … simplesmente me custa não te ter aqui. Quando estou sozinha, parece que tudo me vem à cabeça, e fico ali a remoer e a remoer, e por vezes as lágrimas são mais fortes que eu e escorregam pela minha face. Eu sei, eu sei que agora és uma estrela que estás a olhar pra nós, e igualmente um anjo, mas eu queria-te aqui, nós queríamos-te aqui. Dói-me ver o avô a choramingar por todos os lados e não poder retirar-lhe a dor, dói-me não poder fazer isso a nenhum deles, porque isso ainda aumenta mais a minha dor. É impossível esquecer-me de ti, é impossível evitar lembrar-me de ti quando eu cresci contigo. (…) As palavras sempre serão escasas pra aquilo que eu sentia por ti, e agora sinto com a tua falta. Porque, palavras não refletem a profundidade dos sentimentos. Apenas, sinto a tua falta. E, muito.”
2 de maio, segunda carta pra nova estrela.