A insónia me pegou de surpresa, e mais uma vez eu me deixei levar por ela. Há pensamentos levantando voo, fazendo meu corpo dolorido estremecer. Por dentro, eu sou feita de hematomas. E, no silêncio da noite eu me torno em barulho, em tempestade, em explosão. Mas, eu sou alguém que passa entre os chuviscos da chuva, em que ninguém dá por mim. Nem mesmo quando minha alma grita por paz.
O mundo cobra tanto uns dos outros, mas não enxergam quando alguém está sofrendo, está gritando de desespero. Não vêm a dor do outro, além das suas próprias necessidades. Eu tento cuidar de mim, não acolher muito as dores de outrem, porque apesar da minha bondade e gentilidade, sempre me ferro. Porque sempre tenho algo que as pessoas querem no momento, mas não chegam sequer a ponderar que talvez, mas só talvez, estão ferindo alguém no processo de serem egoístas. Eu sou útil como saco-pancada ou band-aid, não para pertencer à vida de alguém. E, isso me dói. Me mata.
Acho que fui feita detalhadamente para ser assim. E, no final do dia, recorrer ao silêncio da noite para desmanchar minha alma, e costurá-la de novo.
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