“Olho para o meu reflexo e não me reconheço mais naquela figura reflectida no espelho. Acho que o tempo afinal não cura nada, além de amenizar. E, eu continuo a ser uma estranha para mim própria, onde a dor é a principal moradora.
O fundo do poço já não está tão longe assim como há uns meses atrás. Está cada vez mais perto, e eu não vejo saída. Só enxergo escuridão, a doce e acolhedora escuridão. Diga-me, o que eu faço quando a única coisa que eu quero é desaparecer desse mundo? O que eu faço quando tudo à minha volta está a desmoronar, e eu não consigo evitar ir junto? O que eu posso fazer para sair deste abismo que me come mais a cada dia que passa? Diga-me, porque eu já não sei mais o que fazer.”
Redbird.