“Hoje, é particularmente difícil enfrentar a noite. Aliás, a partir de agora vai ser difícil, muito difícil. Porque me vou lembrar de ti, vou-me lembrar que agora és uma estrela no céu a olhar por nós. E, dói. Nunca fui muito boa a exprimir-me, quer a contar coisas, quer a dizer o que sinto. Nunca dominei muito bem as palavras. E tu, como toda a gente, sabias. Só que mesmo assim não me abandonas-te. Não sei o que vai ser de nós, de mim, dos nossos dias, dos nossos domingos, sem ti, sem as tuas respostas, sem o teu choro… Vai ser complicado. Porque, independentemente de tudo, tudo girava à tua volta. E, vai continuar a girar, apesar de agora não estares presente, só em espírito.
Todos estamos fracos demais, pra enfrentar esta tua ausência. E, todos temos que ser fortes. Engraçado, né? É um contraste, clichê. Mas, verdade pura. Sabes, eu orei pra que isto não acontecesse, não agora, não quando eu já estava fraca e louca. Mas nem sempre as coisas acontecem como nós queremos, e tu partis-te, pra agora seres uma estrela lá no céu. (…)
Tu sabes, eu sei. E, só espero que estejas a olhar por nós, porque precisamos disso. Eu preciso de acreditar nisso.”
2 de abril, uma carta pra nova estrela.