Obrigada por ser a minha âncora no meio da tempestade.

- Paris, 1991.

escrevo poesia
com retalhos do meu coração
e da minha alma,
com sangue nos dedos,
lágrimas nos olhos
e, tormentos na minha mente.

somente escrevo,
porque a tempestade está jorrando de mim,
e eu não sei onde a colocar
além do papel.

redbird.

há muito que eu enxergo a vida a preto e branco,
como se dum filme vintage se tratasse.

e quando escuto coisas que me atingem no coração
(assim como uma espada verdadeira estivesse
a jorrar a vida de mim)
parece que o mundo fica completamente negro,
enxergo a minha vida numa completa escuridão.

perco todas as esperanças num mundo melhor,
ou numa vida melhor,
sempre que uma pessoa que eu amo
me machuca, de novo e de novo.
como podemos confiar em alguém
quando até as pessoas mais próximas
nos ferem deliberadamente?

somos todos humanos,
e erramos,
mas no fundo,
o mundo se habituou a não dar valor,
a menosprezar quem ama, e cuida,
e fica apesar de todas as adversidades.

e, o mundo para mim,
só tem cor, forma, e resquícios de esperança,
quando você amor, chega e me abraça.
então não demora,
porque eu preciso do seu abraço.

redbird.

“⁠⁠⁠Até onde devemos insistir no que sentimos por alguém? Tudo tem um limite. Não vale a pena ficar sofrendo, correndo atrás, implorando ou rastejando por alguém que não está dando a mínima por você. Afinal que tipo de amor é esse que te faz sentir mal e triste ou invés de feliz e amada? Me diz, até onde vale a pena se sacrificar por alguém que não te dá valor? Ele pode até te tratar bem e te fazer sentir especial, mas no fundo, ele só deseja algo de você, ou está brigado com a namorada. Porque depois, ele corre para os braços dela no fim da noite. Ele diz tudo aquilo que você quer ouvir e sentir que é verdade. E, você? Você fica na banheira da sua casa, chorando, berrando, se perguntando o que ela tem que você não tem. O carinha pode ser o mais cafajeste, mas é por ele que vai correr atrás e insistir. E o outro que é o “certinho” não tem a menor chance contigo, afinal, ele presta, por isso ele não vale a pena insistir. Mas vamos por na ponta lápis… Se o carinha que presta não recebe o valor da garota que gosta, pois ela só dá valor ao que não presta, o mais sensato seria deixá-la de lado, e, um dia ele encontrará uma mulher que lhe dará o valor que merece. Mas não é assim que acontece. O carinha acaba se deixando levar e vira cafajeste, isso também acontece com a mocinha que não recebe o valor do “crush”. E, assim começa um ciclo vicioso de pessoas sofridas que magoam uns aos outros. Então, até onde vale a pena insistir por alguém?”
Imersivel na companhia de Reajustado.
“O sol está raiando de novo, mostrando ao mundo que é um novo dia. Mas será que é? Será que para o mundo é um novo dia, ou é só mais um dia? Será que esse novo dia, é bom ou a mesma escrotidão de sempre? Para mim não é um bom dia, não é uma boa semana, nem um bom mês. É tudo péssimo, porque a minha vida é péssima. Só encontro dor, e mais dor, e mais dor. E, sabe o que é pior? Não saber exatamente quando isso começou. Quando é que a minha vida começou a afundar, e a inundar-me de desilusões, coração quebrado, dor, sofrimento, ingratidão, abandono, solidão (…). É verdade, não podemos deixar esses sentimentos negativos toldar os positivos. Mas por vezes se torna complicado não olhar só para os negativos. Porque é mais disso que existe, do que coisas positivas. E, é nestes momentos, que eu te enxergo, te vejo do meu lado, a segurar a minha mão. “Vai ficar tudo bem, eu estou aqui agora.”, eu acredito em você por uns momentos, mas depois quando eu estiver sozinha, no escuro do meu quarto? Eu vou chorar, desabar, e gritar para a noite. Porque a dor é maior. E ela me enfraquece.”
Redbird.
“Não viva refém da mágoa e do rancor. Perdoe os outros, perdoe a si mesmo, e seja livre para sentir coisas boas!”
Flor de Lótus.
“Eu vou te amar, mesmo quando tudo o que nos restar, seja apenas escuridão.”
November, 1997.

Já não me sentia assim há meses. É como se uma navalha me estivesse a cortar as entranhas cada vez que me movimento. Sinto o sangue a jorrar, e os meus músculos a contrair de dor. Eu quero gritar, fugir dessa dor, mas não sei o que fazer. Me sinto impotente. Sinto um oco dentro de mim. Sinto que me estão a corroer por dentro. É uma sensação horrível, e a única coisa que me custa mais do que estar assim, é saber que sou invisível e, ao mesmo tempo, um saco de pancada.

“Amo a sua capacidade de me fazer sorrir tão facilmente.”
November, 1997.
“O amor pode trazer obstáculos, tropeços, hematomas, sofrimento… Mas, é isso que o torna tão lindo, tão belo e único. É um sentimento que apesar de tudo, continua a florescer.”
Redbird, notas soltas.
“A saudade aperta, e lágrimas rolam pela face.”
November, 1997.

te quero perto, pertinho de mim. sentir sua respiração no meu peito, beijar sua testa, e sussurrar no seu ouvido que o amo. porque a cada dia que passa, mais vontade e desejo tenho de o ter aqui, colado a mim, para não mais sofrer com a distância, e a maldita saudade que toma conta de mim sempre que você vai embora. 

“Porque o amor nunca foi tão bonito como é desde que encontrei você.”
November, 1997.
“Eu quero dormir junto a você, todas as noites. Ver seu sorriso antes de fechar os olhos, ouvir sua voz antes de adormecer, e acordar com um beijo seu.”
November, 1997.
“Só o seu amor me dá forças.”
Pedaços de uma carta. De Antônio para Elizabeth, juntos desde 1956 
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