“Eu quero viajar para sempre nesse mundo que só nos teus olhos eu posso ver.”
Paris, 1991.
“28 de Abril de 2015,
Para muitos essa data não significa nada além de mais um dia banal, que passou. Para outros, foi o seu 18° aniversário, ou o dia mais feliz de suas vidas, ou o dia mais triste. Esse dia pode ter muitos significados, muitas emoções envolvidas, mas para mim, tem um significado muito importante: minha segunda oportunidade nessa vida. Porque conheci você, Douglas. Um menino com seu próprio caos, sua própria tempestade, porém com uma personalidade tão diferente e marcante. Que cativa qualquer pessoa com sua sabedoria, sua gentileza, sua honestidade, a sua doçura! Você se mostrou um homem maduro, com um grande coração, com uma sensibilidade igual à minha. Um interior tão vasto, tão maravilhoso e único, com marcas e abismos profundos que mesmo assim continham flores a brotar. E, apesar de todas as suas suspeitas, e desconfianças, sempre acreditava (e acredita) na humanidade e na sua bondade.
Eu admiro você, cada dia mais. Porque você tem uma montanha de problemas, sempre teve, e mesmo assim continua caminhando. Continua dando passos firmes, apesar das suas dúvidas e tempestades emocionais o quererem parar. E, sinceramente? Deus não poderia ter escolhido melhor pessoa para entrar na minha vida, num momento tão delicado e tão difícil para mim. Num momento em que eu poderia ter acabado com tudo, e simplesmente deixar minha dor partir. Você é um dos motivos porque eu ainda estou viva. Você me salvou, Douglas. E, eu agradeço a você por isso, por ter conhecido essa alma tão problemática e mesmo assim ter compreendido, me ter dado sua mão apesar dos milhares de quilómetros que nos separam e, não me ter julgado como todo o mundo. Por ter simplesmente ficado, e me ter ajudado. Eu amo você, e nada vai mudar isso.”
Redbird para Excessivos.
“O meu coração sorri sempre que eu te abraço.”
November, 1997.
3:21 am, crónica sobre vazio III
A insónia me pegou de surpresa, e mais uma vez eu me deixei levar por ela. Há pensamentos levantando voo, fazendo meu corpo dolorido estremecer. Por dentro, eu sou feita de hematomas. E, no silêncio da noite eu me torno em barulho, em tempestade, em explosão. Mas, eu sou alguém que passa entre os chuviscos da chuva, em que ninguém dá por mim. Nem mesmo quando minha alma grita por paz.
O mundo cobra tanto uns dos outros, mas não enxergam quando alguém está sofrendo, está gritando de desespero. Não vêm a dor do outro, além das suas próprias necessidades. Eu tento cuidar de mim, não acolher muito as dores de outrem, porque apesar da minha bondade e gentilidade, sempre me ferro. Porque sempre tenho algo que as pessoas querem no momento, mas não chegam sequer a ponderar que talvez, mas só talvez, estão ferindo alguém no processo de serem egoístas. Eu sou útil como saco-pancada ou band-aid, não para pertencer à vida de alguém. E, isso me dói. Me mata.
Acho que fui feita detalhadamente para ser assim. E, no final do dia, recorrer ao silêncio da noite para desmanchar minha alma, e costurá-la de novo.
“Me sinto perdida nesse mundo de complexidade e confusão emocional.”
Redbird.
“Só porque alguém magoou você hoje, não quer dizer que possa magoar alguém amanhã.”
Redbird.
“Porque o amor que eu sinto por você não pode ser explicado além de sentido!”
Redbird.
“Até onde devemos insistir no que sentimos por alguém? Tudo tem um limite. Não vale a pena ficar sofrendo, correndo atrás, implorando ou rastejando por alguém que não está dando a mínima por você. Afinal que tipo de amor é esse que te faz sentir mal e triste ou invés de feliz e amada? Me diz, até onde vale a pena se sacrificar por alguém que não te dá valor? Ele pode até te tratar bem e te fazer sentir especial, mas no fundo, ele só deseja algo de você, ou está brigado com a namorada. Porque depois, ele corre para os braços dela no fim da noite. Ele diz tudo aquilo que você quer ouvir e sentir que é verdade. E, você? Você fica na banheira da sua casa, chorando, berrando, se perguntando o que ela tem que você não tem. O carinha pode ser o mais cafajeste, mas é por ele que vai correr atrás e insistir. E o outro que é o “certinho” não tem a menor chance contigo, afinal, ele presta, por isso ele não vale a pena insistir. Mas vamos por na ponta lápis… Se o carinha que presta não recebe o valor da garota que gosta, pois ela só dá valor ao que não presta, o mais sensato seria deixá-la de lado, e, um dia ele encontrará uma mulher que lhe dará o valor que merece. Mas não é assim que acontece. O carinha acaba se deixando levar e vira cafajeste, isso também acontece com a mocinha que não recebe o valor do “crush”. E, assim começa um ciclo vicioso de pessoas sofridas que magoam uns aos outros. Então, até onde vale a pena insistir por alguém?”
Imersivel na companhia de Reajustado.