Eu não quero mais ninguém além de você.

Paris, 1991.

Os seus dedos pincelam amor pelo meu corpo.

Paris, 1991.

“Eu quero viajar para sempre nesse mundo que só nos teus olhos eu posso ver.”
Paris, 1991.
“O seu sorriso é a mais bonita obra de arte onde os meus olhos já pousaram.”
Paris, 1991.
“O mundo está-se a desvanecer à minha frente. As cores, as formas dos prédios, das casas, das ruas, das cidades, das florestas, de tudo. Tudo está desmoronando, desvanecendo aos meus olhos. E, tudo dentro de mim está colapsando de igual modo. Sinto a minha dor a engolir-me, a engolir tudo dentro de mim. Como um grande buraco negro. Eu tentei, juro que tentei, tentei melhorar, tentei não ser engolida pelo que sinto, só que às vezes as coisas são maiores que nós, e, que a nossa vontade. O reflexo que eu vejo no espelho, eu não reconheço. É uma cara pálida, sem expressão. Com olheiras profundas, e uns olhos vermelhos e sem brilho. Uma alma rasgada, quebrada, sem motivação para sobreviver. Juntamente com um corpo frágil, que luta para sobreviver, para aguentar mais uns pontapés da vida, mas que já fraqueja. Ele não é de ferro, e eu também não. As minhas forças esgotaram-se, e eu não sei se amanhã verei um novo amanhecer ou se irei ver somente escuridão.”
Who cares if one more light goes out? 
“Sabe qual é a parte ruim? É sentir que somos impotentes perante algo que nos rasga fundo na alma.”
Redbird.

3:21 am, crónica sobre vazio III

A insónia me pegou de surpresa, e mais uma vez eu me deixei levar por ela. Há pensamentos levantando voo, fazendo meu corpo dolorido estremecer. Por dentro, eu sou feita de hematomas. E, no silêncio da noite eu me torno em barulho, em tempestade, em explosão. Mas, eu sou alguém que passa entre os chuviscos da chuva, em que ninguém dá por mim. Nem mesmo quando minha alma grita por paz. 

O mundo cobra tanto uns dos outros, mas não enxergam quando alguém está sofrendo, está gritando de desespero. Não vêm a dor do outro, além das suas próprias necessidades. Eu tento cuidar de mim, não acolher muito as dores de outrem, porque apesar da minha bondade e gentilidade, sempre me ferro. Porque sempre tenho algo que as pessoas querem no momento, mas não chegam sequer a ponderar que talvez, mas só talvez, estão ferindo alguém no processo de serem egoístas. Eu sou útil como saco-pancada ou band-aid, não para pertencer à vida de alguém. E, isso me dói. Me mata. 

Acho que fui feita detalhadamente para ser assim. E, no final do dia, recorrer ao silêncio da noite para desmanchar minha alma, e costurá-la de novo. 

“Eu vou te amar, mesmo quando tudo o que nos restar, seja apenas escuridão.”
November, 1997. 
“Não viva refém da mágoa e do rancor. Perdoe os outros, perdoe a si mesmo, e seja livre para sentir coisas boas!”
Flor de Lótus.

Eu sinto nos meus ossos algo a corroer-me.

“As pessoas querem que você fique bem de um dia para o outro, mas não percebem que não é assim que funciona. Não é estando dentro duma tempestade, que a calmaria vai chegar e dissolver tudo duma vez.”
Redbird, notas soltas.
“Porque, eu pretendo estar do seu lado nos bons, e nos maus momentos.”
November, 1997.
“Tudo o que quero é acordar todos os dias e ver você do meu lado.”
November, 1997.  
“Não me importa o que digam sobre você, sobre mim. Sobre sua aparência, sobre minha personalidade. Porque, eles não vivem nosso amor, nem sentem o nosso amor. Não sabem o quão bem você se encaixa em mim, e eu em você. Não sabem como nossas personalidades são idênticas, nem como eu amo cada traço do seu corpo imperfeito e você do meu. Não sabem a autenticidade do nosso amor, nem a honestidade dele. Não sabem como nossos gostos são parecidos, e como os nossos corações, corpo e alma se entrelaçam quando estamos juntos. Não sabem, e por isso, não me interessa nada do que sai da boca alheia. Você, eu, nós. É o que importa, é o que interessa para mim.”
November, 1997. 
“Eu fico melhor quando você chega. Porque você é a calmaria em meio à tempestade.”
November, 1997. 
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